A Fuvest iniciou, às 13h deste domingo, 6, de janeiro, a aplicação da segunda fase do vestibular 2019. A prova incluiu dez questões de português, além de redação. Cada uma das duas vale um total de 50 pontos. São 35.371 candidatos – incluindo 3.193 treineiros –, quantidade 62,3% maior do que em 2018.
A prova de redação da Fuvest 2019 abordou o tema “A importância do passado para a compreensão do presente”. De acordo com os candidatos que deixavam o local de provas, os textos de apoio demonstravam a importância do trabalho de historiadores.
Já a prova de português exigiu conhecimento em figuras de linguagem, discurso direto e indireto e interpretação de texto.
A parte de literatura teve uma questão comparando os livros “Memórias Póstumas de Brás Cubas” e “Vida de Menina”. A pergunta comparava a descrição que Brás Cubas faz dos pais com a descrição que Helena (personagem de Vida de Menina) faz dos pais dela comparando a visão dos personagens dentro de uma perspectiva de patriarcado e matriarcado. O pai de Brás Cubas é “Deus na terra” para o narrador, enquanto Helena tem a mãe como “Nossa Senhora na Terra”.
O candidato foi convidado a redigir uma dissertação em prosa sobre o tema “De que maneira o passado contribui para a compreensão do presente”, valendo-se para isso de coletânea formada por cinco textos de apoio.
O tema exigiu reflexão apurada. Com uma coletânea de textos bem variada (poema de Drummond, escultura de Flávio Cerqueira, texto de Viveiros de Castro e outro de Walter Benjamin), o tema relativo à maneira como o passado contribui para a compreensão do presente poderia ter sido tratado tanto do ponto de vista da importância da memória coletiva quanto a partir da importância do passado e da história para a construção da identidade individual.
A primeira lista de aprovados para o vestibular da USP será divulgada dia 24 de janeiro. A USP está disponibilizando no vestibular Fuvest 8.362 vagas divididas por modalidades de Ampla Concorrência, Escola Pública e Escola Pública PPI (autodeclarados pretos, pardos e indígenas).
Fonte: G1


